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Tabela SUS e o Impacto no Atendimento Hospitalar: Entenda o Subfinanciamento

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A Conta que Não Fecha


Os hospitais filantrópicos são a espinha dorsal do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil e, especialmente, em Santa Catarina. Responsáveis pela maioria dos atendimentos de alta complexidade, essas instituições enfrentam um desafio histórico e silencioso: o subfinanciamento crônico. A defasagem da Tabela SUS — lista de preços que o governo paga pelos procedimentos — é hoje o maior obstáculo para a sustentabilidade financeira das Santas Casas e hospitais beneficentes.


A Federação de Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina (FHESC) tem atuado de forma incansável em Brasília e junto ao governo estadual para demonstrar que, sem uma remuneração justa, o acesso à saúde da população corre sérios riscos.


O Custo Real da Saúde


Para ilustrar o problema, basta comparar a inflação acumulada das últimas duas décadas com os reajustes da Tabela SUS. Enquanto os custos com medicamentos, insumos, energia elétrica e folha de pagamento subiram exponencialmente, os valores repassados pelo governo para procedimentos essenciais permaneceram estagnados ou tiveram reajustes irrisórios.


Na prática, isso significa que, para cada R$ 100,00 gastos no atendimento de um paciente SUS, o hospital recebe, em média, apenas R$ 60,00. A diferença de R$ 40,00 precisa ser coberta pela própria instituição através de emendas parlamentares, doações, ou receitas de atendimentos particulares e convênios — um malabarismo financeiro que chega ao limite.

Essa realidade compromete a capacidade de investimento em novos equipamentos, reformas prediais e, principalmente, na valorização dos profissionais de saúde.


A Visão da Liderança


A luta pelo equilíbrio econômico-financeiro é a pauta prioritária da Federação. Alciomar Marin, Diretor-Executivo, analisa o cenário com a seriedade que o tema exige:


"O subfinanciamento não é apenas um problema contábil dos hospitais, é um problema social. Quando a tabela não cobre os custos, quem sofre é a população que depende do leito. Estamos em diálogo constante com a CMB e com os parlamentares para buscar soluções estruturais, e não apenas paliativas. A FHESC defende que a saúde pública de qualidade tem um custo, e esse custo precisa ser financiado com responsabilidade pelo Estado."


A FHESC continuará mobilizando a sociedade e a classe política para a urgente necessidade de revisão do modelo de financiamento. Defender os hospitais filantrópicos é defender o direito constitucional à saúde. É preciso garantir que as portas dessas instituições, que acolhem a todos sem distinção, permaneçam abertas e operantes.


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